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04/06/2021
Suinocultura
Índice da FAO mostra que carnes suína e de frango mantêm a mesma paridade de 5-7 anos atrás
Em maio passado, o preço das carnes de frango e suína girou em torno dos 98 pontos, o que significa que mantêm a mesma paridade de preço do período-base adotado pelo FAO, o triênio 2014-2016

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Em maio passado, o preço das carnes de frango e suína girou em torno dos 98 pontos, o que significa que mantêm a mesma paridade de preço do período-base adotado pelo FAO, o triênio 2014-2016. Mas o que chama a atenção é que continuam registrando valor inferior ao daquele triênio. Apesar de melhora mais recente.

Mas não só isso. Pois em relação aos valores máximos já alcançados, as duas carnes permanecem com preços cerca de 24%-26% inferiores. O máximo do frango (130 pontos) ocorreu em abril de 2013; o do suíno (134 pontos) em junho de 2014. Já o preço da carne bovina, ora em 111,46 pontos, se encontra apenas 6% abaixo de seu valor máximo (118,83 pontos em outubro de 2014).

Mas, voltando aos resultados mais recentes, em maio as três carnes obtiveram valorização mensal – de 1,55% a de frango; de 1,10% a suína e de 3,11% a bovina. Já na comparação com maio de 2020, enquanto a carne suína registra aumento de 4,57% e a bovina de 8,87%, o da carne de frango supera os 16%. Mas isto se deve ao fato de, com a pandemia, ter registrado em maio o segundo menor preço do ano passado.

Justificando as altas registradas no mês passado, a FAO explica que se devem ao maior ritmo de importação por parte de países do Leste Asiático, principalmente a China. Porém, os ganhos não decorrem apenas da maior demanda, mas também de uma redução na oferta global em função de uma desaceleração no abate de bovinos e a um aumento do consumo interno das carnes de frango e suína nas principais regiões produtoras.

Carne bovina, suína e de frango

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