Sindicarne - Florianópolis
INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
13/08/2019
Exportação de produtos agrícolas pode crescer, mas oferta deve segurar preço
Nos seis primeiros meses do ano, os embarques ao exterior cresceram 4%

Globo Rural

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avalia que neste segundo semestre os preços dos produtos agrícolas exportados pelo Brasil devem se manter no patamar do primeiro semestre. "Embora a quantidade exportada possa continuar crescendo no segundo semestre de 2019, não há expectativas de aumento dos preços, devido à boa oferta internacional dos principais produtos agrícolas", disse o Cepea em relatório.

Conforme a análise, o País poderá obter ganhos de comércio, mas "é pouco provável que esses resultados sejam imediatos". Assim, o faturamento em dólar do setor pode ficar abaixo do recorde atingido em 2018. "Além disso, mais um fator de incerteza para o segundo semestre é o recrudescimento das relações comerciais entre China e Estados Unidos."

Nos seis primeiros meses do ano, os embarques ao exterior cresceram 4%, puxados pela exportação de algodão, milho, carnes, café, etanol e frutas. A receita somou US$ 47,8 bilhões, queda de 2,7% em relação ao mesmo período de 2018. Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, esteve atrelado à baixa de 8,5% nos preços em dólar. "Em real, o faturamento externo do agronegócio caiu mais de 11%, devido ao recuo dos preços em dólar e à valorização de 5,7% do real."

Ainda conforme o relatório do Cepea, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com participação de mais de 33% do faturamento em dólares, seguida por países da zona do euro (16,2%) e dos Estados Unidos (7,4%). "A demanda chinesa continuou concentrada nos produtos do grupo cereais/leguminosas/oleaginosas, que ficou com mais de 70% das exportações brasileiras no primeiro semestre. Outro produto importante é a carne bovina - do total da proteína brasileira exportada no período, mais de 30% tiveram a China como destino; considerando-se China e Hong Kong, o porcentual se eleva para mais de 50%."

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