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25/06/2020
Avicultura
Preço do frango vivo no 1º semestre: desempenho pior que o do boi em pé e o do suíno
Analisando-se a curva sazonal de preços do boi, suíno e frango vivos, constata-se que o primeiro semestre do ano é encerrado com, aproximadamente, os mesmos preços registrados no primeiro mês do exercício

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Analisando-se a curva sazonal de preços do boi, suíno e frango vivos (comportamento médio nos 20 anos encerrados em 2019), constata-se que o primeiro semestre do ano é encerrado com, aproximadamente, os mesmos preços registrados no primeiro mês do exercício.

Demonstrando (e observando que o parâmetro básico é o preço médio do ano anterior, igualado em 100 pontos), o boi em pé inicia o ano com preço igual a 106,1 pontos e encerra o semestre com 105,3 pontos (diferença, a menos, de 0,7 ponto). O frango vivo, por sua vez, abre o exercício com 103,3 pontos e registra em junho 103 pontos (perda de 0,3 ponto). Já o suíno, que inaugura novo exercício com a maior valorização (108,3 pontos), no decorrer do semestre enfrenta as maiores perdas: 7,1 pontos. Ou 101,2 pontos no mês de junho.

Em 2020, embora o frango vivo tenha iniciado o ano com um preço inferior à média do ano anterior (97,4 pontos), tudo apontava na mesma direção da curva sazonal. Mas o surgimento do novo coronavírus veio tumultuar o quadro previsto. E só o boi em pé escapou do desastre. Aliás, registrando desempenho superior ao esperado a partir da curva sazonal de preços.

Em outras palavras, para o boi 2020 foi iniciado com um preço equivalente a 118,8 pontos (ou seja, quase 19% a mais que o preço médio do ano anterior), valor que – até aqui – se encontra em 126,1 pontos. Quer dizer: o boi em pé alcança na primeira metade do ano valor mais de 20% superior à média de 2019.

Olhando para o gráfico abaixo, à direita, fica claro que o suíno vivo não teve a mesma sorte. Pelo contrário – mas só aparentemente. Ou seja: ainda que neste mês seu preço se encontre a 97,5 pontos (contra 122 pontos no mês de janeiro), o suíno obtém neste semestre remuneração 6,5% superior à média de 2019.

Já o frango vivo, que começou o ano mal, registrou breve melhora em fevereiro e março. Mas, com a retração do mercado em decorrência da pandemia, sofreu grande baque nos dois meses seguintes. A recuperação mais significativa está sendo registrada agora em junho (por ora, cerca de 108 pontos, quase 5 pontos a mais que o apontado pela média sazonal). Ainda assim, o primeiro semestre está sendo encerrado com valor correspondente a apenas 97,5% da média do ano anterior. assim, completa o primeiro semestre alcançando valor correspondente a 97,5% da média de 2019.

Boi, suíno e frango

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