Sindicarne - Florianópolis
INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
08/04/2020
Avicultura
Frango, ovo, milho e inflação em março de 2020 e na vigência do real
Graças às valorizações obtidas no bimestre fevereiro-março passado, o ovo encerrou o primeiro trimestre de 2020 com uma cotação média cerca de 433% superior à alcançada na época de implantação do real

AviSite

Considerados os preços alcançados no mercado paulista desde meados de 1994, época de implantação do real como novo padrão monetário brasileiro, em março passado o ovo voltou a apresentar evolução muito similar à do frango vivo, fato observado pela última vez no primeiro semestre de 2018.

Em outras palavras, graças às valorizações obtidas no bimestre fevereiro-março passado, o ovo encerrou o primeiro trimestre de 2020 com uma cotação média cerca de 433% superior à alcançada na época de implantação do real, ficando apenas 8,97 pontos percentuais abaixo da evolução do frango vivo, cujo preço acumula variação próxima de 442%. Quase um ano atrás (maio de 2019), a diferença entre os dois produtos chegou a superar os 260 pontos percentuais.

Seria adequado considerar esses índices uma valorização do frango e do ovo? De forma alguma, porquanto a inflação acumulada no mesmo período – aqui representada pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas – se encontra mais de 200 pontos percentuais acima, pois apresenta variação de mais de 660%.

Isso, porém, não é o pior. Porque ruim mesmo é o fato de a principal matéria-prima do frango e do ovo, o milho, ter ultrapassado novamente a inflação do real, acumulando em março variação muito próxima dos 700%.

Para exemplificar o que isso representa basta observar que, para obter o mesmo volume de milho de 1994, é preciso, agora, um volume de frangos vivos ou de ovos quase 50% maior.

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