Sindicarne - Florianópolis
INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
13/05/2019
Suinocultura
Exportações de carne suína crescem 7,6% em 2019
Apenas sete destinos - três da América do Sul - responderam por 84% do montante embarcado pelo País

Suinocultura Industrial

As exportações de carne suína in natura cresceram 7,6% no primeiro quadrimestre de 2019, de acordo com dados da balança comercial, divulgados pelo Ministério da Economia. Em valores monetários, os embarques somaram US$ 381,96 milhões (FOB – valores livres de impostos e taxas). Em volume, houve crescimento de 11,6%, com o total de 186.174,7 toneladas embarcadas. De acordo com a balança comercial, o preço da carne suína teve redução de 3,5%, com o quilo passando a US$ 2,052.

Apenas sete destinos responderam por 84% das exportações de carne suína. Isso levando em conta Hong Kong – que representa 15% do total --, que é uma região administrativa da China. O gigante asiático, por sua vez, foi responsável por 27% do total embarcado. De janeiro a abril, a China importou US$ 104,35 milhões em carne suína brasileira. O valor é 3,2% menor que no mesmo período de 2018.

O principal destaque em relação às exportações brasileiras de carne suína tem sido a diferença entre o que a Rússia importou no primeiro quadrimestre deste ano, na comparação com 2018. Naquele ano, quando o país do leste europeu havia suspenso as importações dessa proteína, foram embarcados para esse destino apenas US$ 365 mil. Já em 2019, o montante chega a US$ US$ 56,86 milhões. A Rússia representa 15% do total de carne suína exportada pelo Brasil no primeiro quadrimestre.

O Uruguai teve participação de 7% nas exportações de carne suína brasileira nesse período. Foram enviados a esse país um montante de US$ 26,64 milhões. Houve um avanço de 1,7%, na comparação com o acumulado de janeiro a abril de 2018.

O quinto principal destino da carne suína brasileira é o Chile, que é um mercado mais recente. De janeiro a abril, foram enviados para o país sul-americano US$ 26,2 milhões em proteína suína. Em relação ao mesmo período de 2018, houve um avanço de 19,1% nas exportações. O Chile representou no período 6,9% do mercado.

Cingapura, que representou 6,6%, importou no primeiro quadrimestre exatamente o mesmo montante dos quatro primeiros meses do ano passado, segundo os dados do Ministério da Economia. Em valores, as exportações brasileiras de carne suína para o país asiático chegou a US$ 25,29 milhões.

Fechando os sete principais mercados para a carne suína brasileira está a Argentina, com a participação de 6,5%. Ao todo, foram US$ 25,02 milhões o montante exportado. Houve queda, contudo, de 29,9% no comparativo desse quadrimestre com o do ano passado.

Os principais estados exportadores foram Santa Catarina, responsável por mais da metade – 52,.9% -- da carne suína exportada. Em seguida, aparece o Rio Grande do Sul, com 27% de participação. Em terceiro, está o Paraná, que exportou 16,1% do total. O quarto é Minas Gerais, com a participação de apenas 1,22%.

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