Sindicarne - Florianópolis
INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
20/11/2018
Milho: Mercado acompanha quedas da soja e do trigo e encerra 2ª feira em campo negativo em Chicago
O pregão desta segunda-feira (19) foi negativo aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT)

Notícias Agrícolas

O pregão desta segunda-feira (19) foi negativo aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity recuaram mais de 2 pontos, com o vencimento dezembro/18 a US$ 3,62 por bushel e o março/19 a US$ 3,73 por bushel. O maio/19 encerrou o dia a US$ 3,80 por bushel.

De acordo com informações das agências internacionais, mais uma vez, as cotações do cereal foram pressionadas pela desvalorização mais forte observada nos futuros da soja. "O milho recuou, pressionado pela fraqueza da soja e do trigo", completa a Reuters internacional.

No caso da soja, as cotações recuaram quase 2% nesta segunda-feira. "As cotações caíram quando a falta de consenso em uma reunião de líderes da região Ásia-Pacífico esfria as esperanças de que Washington e Pequim resolvam uma disputa comercial Exportações de soja dos EUA para a China", informou a Reuters internacional.

"O dinheiro dos fundos passaram para uma posição quase neutra em relação ao milho. Com os danos técnicos sendo feitos desde a semana passada no menor fechamento desde 31 de outubro, é possível seguir a venda. No futuro, os patamares de US$ 3,60 e US$ 3,56 são as próximas áreas de suporte a serem monitoradas no contrato dezembro/18", reforça Britt O'Connell, consultor de caixa do Commodity Risk Management Group.

Ainda nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou seu boletim semanal de embarques. Na semana encerrada no dia 15 de novembro, os embarques de milho somaram 797,4 mil toneladas.

O número representa uma queda de 31% em relação a semana anterior, quando o número ficou em 1,15 milhão de toneladas. Porém, o volume ficou dentro das apostas dos participantes do mercado, entre 787 mil a 1,19 milhão de toneladas. As informações foram reportadas pelo departamento norte-americano.

O USDA ainda divulgou a venda de 138 mil toneladas do cereal para a Coreia do Sul. O volume negociado deverá ser entregue ao longo da campanha 2018/19.

Mercado interno

O início da semana foi de ligeiras movimentações aos preços do milho no mercado interno. Segundo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, em Brasília, a saca do cereal subiu 6,90% nesta segunda-feira e encerrou o dia a R$ 31,00. Em São Gabriel do Oeste (MS), a alta ficou em 4,17%, com a saca a R$ 25,00.

No Paraná, as praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel, apresentaram ganho de 1,85%, com a saca a R$ 27,50. Ainda no estado, em Pato Branco, a alta foi de 1,74%, com a saca do grão a R$ 29,20. Já em Castro, a saca de milho fechou o dia a R$ 33,00, uma valorização de 1,54%.

Em contrapartida, na região de Sorriso (MT), a saca caiu 5,56% e encerrou o dia a R$ 17,00. No Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega em agosto/19, caiu 2,78%, cotada a R$ 35,00.

Conforme dados reportados pelo Cepea, as cotações do cereal voltaram a apresentar altas mais consistentes nas principais praças brasileiras. Isso porque há um aquecimento da demanda e os vendedores ainda permanecem mais retraídos, principalmente depois da retomada das exportações do grão.

"A oferta de milho da segunda safra do Centro-Oeste brasileiro, que até o final de outubro estava pressionando as cotações nos mercados do Sudeste, já começou a ficar limitada, devido ao avanço da comercialização. Além disso, as incertezas quanto ao uso da tabela de fretes também limitaram as negociações nos últimos dias", explicou o Cepea em nota.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou a segunda-feira com alta de 0,66%, cotada a R$ 3,764 na venda. A sessão foi marcada pelo baixo volume de negócios devido ao feriado do Dia da Consciência Negra, que será comemorado nesta terça-feira (20).

Paralelamente, os participantes do mercado ainda monitoram os próximos passos do governo Jair Bolsonaro e as relações comerciais entre as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China, ainda conforme dados divulgados pelo site G1.

Tags: