Sindicarne - Florianópolis
INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
05/06/2018
Suinocultura
SC faz 11 anos como único estado livre de febre aftosa sem vacina
Último foco da febre aftosa no território catarinense aconteceu em 1993 e desde 2000 foi suspensa a vacinação

Suinocultura industrial

O catarinense comemora em 2018 o status de 11 anos como o único estado brasileiro livre da febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento, que veio em 2007 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), contribuiu para que Santa Catarina se tornasse um dos maiores produtores de suínos e aves do País e referência em sanidade e defesa agropecuária.

O último foco da febre aftosa no território catarinense aconteceu em 1993 e desde 2000 foi suspensa a vacinação de bovinos. O status de livre da doença sem vacinação permite que Santa Catarina exporte carne suína e diversos países. Como resultado, o estado se tornou o maior exportador brasileiro dessa proteína.

O secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que o certificado da OIE distingue a produção catarinense no cenário nacional e se tornou um patrimônio do Estado. “O reconhecimento internacional trouxe grandes vantagens econômicas para Santa Catarina. Com ele, o estado conquistou acesso aos mercados mais exigentes do mundo para a carne suína e de frango, gerando emprego e renda para todos os envolvidos na cadeia produtiva”.

Manutenção do status sanitário

Para permanecer com o status de livre da aftosa sem vacinação, de acordo com o governo estadual, são necessários diferentes esforços. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além disso, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.

Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O governo do estado afirma que mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Próximo passo

O Brasil já se prepara para conquistar o certificado internacional como país livre da doença sem vacinação – assim como Santa Catarina fez em 2007. A expectativa é de que até 2023, a OIE conceda o título a todos os estados do país. Diante disso, o governo estadual aponta que o agronegócio catarinense já se prepara para o seu próximo desafio: erradicar a brucelose e a tuberculose do seu rebanho bovino.

Tanto o poder público quanto a iniciativa privada e produtores rurais estão focados em fazer da sanidade animal a marca registrada de Santa Catarina e um grande diferencial na busca e manutenção de mercados internacionais. Hoje, o estado já tem a menor taxa de prevalência de brucelose e tuberculose do Brasil.

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