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09/02/2018
CNA debate financiamento do agronegócio com representantes do setor
O Agro em Questão, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reuniu representantes de todo o setor para debater o financiamento no agronegócio

Assessoria de Comunicação CNA/Senar

O Agro em Questão, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reuniu representantes de todo o setor para debater o financiamento no agronegócio. Juntos, eles analisaram os desafios e alternativas para garantir o crescimento da agropecuária brasileira.

Foi apresentado um panorama do financiamento para o agronegócio. Foram discutidas as fontes atuais de financiamento, dificuldades dos produtores no acesso ao crédito, no volume de recursos oferecidos e nas condições de pagamento.

O presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e vice-presidente da Confederação, José Mário Schreiner, destacou que 31% da produção brasileira é financiada com recursos públicos, enquanto 39% vêm de fontes próprias, que não contam com nenhum tipo de política pública. “Temos que fazer com que essas políticas públicas alcancem todos os produtores e construir um modelo que dê segurança, principalmente através do seguro rural. Fazer com que o setor se torne atraente para que os investidores possam disponibilizar recursos e a agropecuária brasileira continue crescendo, gerando emprego e qualidade de vida”, afirmou.

O presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas, concorda com a necessidade de ajustes no modelo de financiamento, mas alerta para a importância de analisar a “heterogeneidade” das regiões produtivas do Brasil. Na opinião dele, é preciso definir uma política agrícola que mantenha o que já vem dando certo e esteja baseada em seguro agrícola. “Bem ou mal, tivemos um modelo de crédito rural que vem dando certo no Brasil. Basta olharmos os nossos resultados. É importantíssimo evoluir, mas com cautela. Temos que migrar para um modelo de financiamento baseado em um seguro rural efetivo, que garanta a renda do nosso produtor”, alertou Freitas.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu uma mudança profunda na operação do seguro rural no Brasil. O ministro é a favor de um sistema em que toda a cadeia custeie o seguro do produtor. “Existe uma ideia dentro do governo de que os setores envolvidos possam também ajudar na compra da apólice. Quando isso acontecer, teremos um crédito muito mais barato porque teremos menos dependência do governo”, disse ele, em evento da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Ao defender que é preciso ampliar o alcance do seguro sem recursos do governo, o ministro sugeriu a ideia do seguro com custo compartilhado pelo setor e citou vendedores de sementes ou de fertilizantes como exemplos. “Eles poderiam ajuda a pagar a apólice naquele produto que está sendo fornecido”, disse, ao lembrar que quanto mais produtores forem segurados, mais barata será a apólice.

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