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INDÚSTRIAS DE PRODUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO EM PROTEÍNA ANIMAL
25/02/2021
Suinocultura
Suinocultura independente: fim de mês interrompe curva de alta nos preços do animal vivo
Preços tiveram comportamentos distintos entre as principais praças produtoras

Notícias Agrícolas

Após registrar altas nos preços no decorrer do mês, o final de fevereiro trouxe quedas ou estabilidade nos preços das principais praças que comercializam suínos no mercado independente, com exceção do Paraná. Lideranças apontam a sazonalidade do final de mês como motivação para o recuo.

Em São Paulo, pela sexta semana consecutiva, asuinocultores e frigoríficos não entraram em acordo durante a Bolsa de Suínos, com os produtores solicitando R$ 8,00/kg vivo. Segundo o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, nesta quinta-feira (25) os frigoríficos se posicionaram com preços inferiores ao valor solicitado pelos produtores, alegando que os animais provenientes do sul e centro-oeste do país têm valores mais atrativos.

"Não há animais represados nas granjas, e a alegação dos frigoríficos é de que o consumo está andando de lado, o que inibe a tentativa dos suinocultores de pressionar o mercado para cima. Entretanto, sou otimista, e acredito que com a virada para março, tanto as exportações quanto o consumo interno devam ter incremento e, assim, melhorar os preços ao produtor", disse Ferreira.

Minas Gerais registrou queda de preço na negociação realizada nesta quinta-feira, com valor passando de R$ 8,10/kg vivo para R$ 7,60/kg vivo. De acordo com o consultor de mercado da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, o mercado de suínos vivos se acomodou no decorrer da última semana, embora a demanda tenha vindo muito aquecida até então. "Dessa forma, ajustar-se à realidade dos preço é inevitável até o começo do próximo mês".

Em Santa Catarina, que também negocia os animais no mercado independeente às quintas-feiras, o preço se manteve praticamente estável, saindo de R$ 7,90/kg vivo para R$ 7,91/kg vivo. O presidente da Associação Catarinense de Criasores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, aponta que mesmo esta pequena movimentação nos preços é motivo de comemoração, já que se trata de um final de mês em início de ano, períodos em que as vendas são tradicionamente menores.

Considerando a média semanal (entre os dias 18/02/2021 a 24/02/2021), o indicador do preço do quilo do suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 2,17%, fechando a semana em R$ 7,57.

"Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,62.", informou o relatório do Lapesui.

No Rio Grande do Sul, as negociações ocorrem às sextas-feiras, e na última (19), o preço passou de R$ 7,38/kg vivo para R$ 7,54/kg vivo. A expectativa do presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador, é de que haja, pelo menos, manutenção de preços amanhã (26).

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